
Ambientalistas ou não, o discurso revoltado e acusatório contra os Estados Unidos no que se refere à emissão de poluentes é quase unânime.
Muitos até se esquecem de países como a China, Rússia e, inclusive, o Brasil (que está entre os cinco países que mais emitem poluentes). De qualquer forma, deixemos a falta de informações em segundo plano e reiteremos o fato de que os EUA realmente são enormes emissores de poluentes.
Há tempos o mundo aguarda alguma medida mais efetiva dos governos norte-americanos para atenuar os efeitos que causam no planeta com seus poluentes. Obama, possivelmente, trouxe esperança não só aos americanos, como também ao resto do mundo.
Nesta terça-feira, o futuro presidente dos Estados Unidos anunciou que seu compromisso com a redução - principalmente - de CO2 na atmosfera continua firme e que suas promessas serão cumpridas. O democrata pretende impor um sistema de limites e créditos para a emissão de poluentes e estabelecerá metas para que os níveis de poluição diminuam com o passar dos próximos anos.
É um belo discurso. Esperamos que o mínimo seja feito para que ele se concretize.

A rede de supermercados Wal-Mart iniciou há dois meses nos EUA uma transformação em algumas de suas lojas. A proposta é instalar painéis solares nos telhados destas enormes construções para que a loja em questão seja abastecida com alguma energia sustentável.
A energia fornecida pelo sol promete fornecer entre 10% e 40% do total gasto e varia de lugar para lugar. É uma boa alternativa e respeitável, todavia, para não fugir à regra e à conduta típica destes grandes estabelecimentos, a correria para terminar as instalações até o dia 31 de dezembro se refere exclusivamente às vantagens que terão em taxas caso o projeto seja concluído. O útil ao agradável; para o Wal-Mart, é claro.
Com os novos conceitos de ambientalismo, sustentabilidade e variados, muitas medidas estão sendo adotados pelas pessoas e por entidades. Mais do que isso, é importante que se discuta o impacto real dessas medidas e quais novas propostas devem ser avaliadas para que realmente haja resultados efetivos no combate à destruição do planeta.
Hoje, às 19:30, acontecerá no teatro TUCA da PUC-SP um debate com o economista e sociólogo Ignacy Sachs (Professor honorário da École de Hautes Etudes em Sciences Sociales), que foi um dos estudiosos que ajudou a formar e definir o conceito de desenvolvimento sustentável.
O tema em pauta será “Outra Amazônica – Laboratório das Biocivilizações do Futuro” e a entrada é gratuita.
Teatro TUCA/PUC SP (Rua Monte Alegre 1024, Perdizes - SP) - Fone
11.3670.8453
Nos últimos tempos, com a certeza de que o mundo realmente está sendo destruído pelo consumo mórbido do ser humano, mobilizações de todos os gêneros começaram a acontecer pelo planeta no sentido de tentar reverter a situação caótica e delicada em que deixamos a natureza.
É importante que se valorize este despertar para as questões mais básicas de preservação da Terra, no entanto, tão importante quanto, é discernir onde há preocupação real e onde há apenas marketing e autopromoção. Em outras palavras, como as pessoas que lutam pela causa do desenvolvimento sustentável recebem por parte da sociedade grande prestígio e reconhecimento, personalidades e entidades tentam passar aos cidadãos uma imagem “verde”, preocupada.
Para citar um exemplo emblemático, peguemos o caso do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore. Ambientalista engajado em frente às câmeras e inclusive ganhador do prêmio Nobel da Paz de 2007, o político sustentável omite informações que podem chocar seus seguidores mais ferrenhos.
Foi pesquisado que a energia elétrica consumida por um americano médio durante um ano todo é a mesma quantidade consumida na “modesta” casa de Al Gore no período de um único mês. Há boatos (não confirmados, que fique claro) de que o político também possui jato particular e alguns carros a mais. Embora essas informações possam ter, por vezes, caráter e credibilidade duvidosa, é fundamental que se pense com um olhar mais crítico quando estamos discutindo ambientalismo e medidas práticas.
Nossos queridos ídolos, personalidades, políticos e multinacionais podem não ser tão bondosas e filantrópicas como pensamos.

As discussões sobre o meio ambiente estão cada vez mais freqüentes e polêmicas. Uma das que chama bastante atenção por fazer parte do cotidiano de todo cidadão é o uso de sacos plásticos nos supermercados. Há os que defendem ferrenhamente a abolição delas e há aqueles (leia-se; a indústria do plástico) que tentam justificar o uso desenfreado das corriqueiras e frágeis sacolas.
Sim, devem ser abolidas do mercado;- demoram pelo menos 300 anos para desaparecer do meio ambiente;
- são produzidas em quantidade excessiva (estima-se que são cerca de 66 sacolas por mês para cada brasileiro);
- podem ser usadas se forem oxibiodegradáveis, diminuindo consideravelmente o tempo de decomposição (são usadas no estado do Paraná).
Não, não devem ser abolidas do mercado;- faz parte da vida contemporânea, é 100% reciclável;
- está em milhares de produtos;
- tornou os automóveis mais leves, reduzindo a emissão de CO2
- são reutilizáveis, práticas e têm usos diversificados
- “faltarão sacos para descartar lixo doméstico”.
Pois é, basta agora avaliar quais argumentos têm relação e fazem sentido no contexto atual. Lembrando que eliminar sacolas plásticas dos supermercados não significa abolir o plástico do planeta...infelizmente.

O discurso clichê de que brasileiro adora copiar as modas norte-americanas infelizmente só é mesmo um clichê porque essa tendência realmente existe.
Além da música, da moda e - por parte de alguns - do conservadorismo injustificável, parece que agora os carros enormes (verdadeiros poços sem fundo de combustível) estão invadindo o país tropical.

Hummers, Land Rovers, jipes e enormes camionetes ocupam espaço, causam desconforto no trânsito e, pior de tudo, consomem combustível emitindo uma quantidade inaceitável de poluentes na atmosfera. As ruas, já cheias e ocupadas por carros e ônibus, ficam ainda mais espremidas com os gigantes sobre rodas que, geralmente, desfilam com algum indivíduo de baixa estatura no volante.
Cada um tem o direito de escolher o automóvel que quer para si, mas recomenda-se um pouco de bom senso. Falta-nos espaço, e do jeito que as coisas estão, em breve nos faltará ar – já não mais tão puro – para respirar caso os enormes e extravagantes super carros continuem aparecendo mais e mais.
[Via Motorblog]

Parece inimaginável, mas recarregar 100 celulares ao mesmo tempo e em apenas uma hora é 100% sustentável se um sistema denominado RechargePod for usado.

O ‘recarregador’ foi desenvolvido para eventos outdoor e é movido com energia solar e eólica. Inaugurado em um festival na Inglaterra, os criadores do RechargePod estudam agora uma maneira de disponibilizar o sistema de outras maneiras, para que usuários de celulares no mundo todo possam recarregar seus aparelhos sem o uso de energia elétrica.

As recomendações são quase sempre as mesmas; não jogar plástico, latas, vidro ou papel no chão.
Sem problemas; é justo que se peça e “implore” para não jogarmos esse tipo de lixo nas ruas e vias públicas. Como explicar, então, a falta de recomendação quando o assunto se refere às bitucas de cigarro?
É raro ver alguma mobilização que alerte para o fato de que o filtro restante de cada cigarro fumado vai geralmente para o chão e polui tanto quanto uma lata de refrigerante. Discute-se muito sobre fumar ou não fumar; ambientalistas crucificam os adeptos da nicotina enquanto poderiam tentar conscientizá-los do mal que as pontas atiradas a qualquer canto fazem ao meio ambiente.
Adotadas por alguns e desconhecidas para outros, as caixinhas que guardam - ou guardavam - filmes fotográficos podem ser usadas como um porta-bitucas no caso de não haver um lixo por perto. No caso de você já ter jogado todas as primitivas caixinhas fora, qualquer loja de revelação fotográfica pode fornecer uma ou duas destas para que seus cigarros sejam "guardados" até a hora de ir definitivamente para o lixo.

Quantos litros de água você acha que gasta por dia?
É bom lembrar que, além daquele copo ou outro para matar a sede, usamos água para nos alimentar, tomar banho (quase sempre demorado), usar o banheiro e muitas outras atividades que acontecem durante o longo do dia.
Estima-se que o brasileiro gaste em média 200 litros/dia de água, quase o dobro do que a ONU diz ser realmente necessário. Sendo assim, o que seria da nossa rotina caso este consumo fosse reduzido em 10 vezes? Caso haja uma escassez verdadeira nos próximos anos, como seria possível suprir todas as nossas necessidades com 20 litros de água por dia? Ao que teríamos que nos submeter?
Não custa refletir por alguns minutos sobre esta hipótese...alimentação, higiene, saúde, luxos.......
Fechemos as torneiras, esqueçamos aquela lavagem minuciosa das calçadas e consertemos todos os vazamentos aos quais não damos importância. Viver com pouca água pode dar mais trabalho do que conseguimos sequer imaginar.
Entre os inúmeros lançamentos expostos no Salão do Automóvel em São Paulo deste ano, existe um que tem atraído dezenas de olhares curiosos, mesmo não sendo o design moderno e futurista seu principal diferencial.
Trata-se do Hyundai Tucson FCEV, à primeira vista um carro como qualquer outro. No entanto, estamos falando do veículo mais bem sucedido no quesito sustentabilidade.

A versão híbrida FCEV (Veículo Elétrico a Célula de Combustível) reúne em seu sistema um motor elétrico aliado a outro movido a célula de combustível que, trabalhando juntos, geram 107 cavalos de potência e podem levar o automóvel a até 145 km/h.
Apesar de não ser uma “máquina” de velocidade como alguns “pseudo-pilotos” podem querer, o sistema desenvolvido é mais uma tentativa de amenizar os impactos causados pelo crescente uso de automóveis nos últimos anos.
A má notícia é que a previsão mais otimista para o lançamento do carro no mercado não é menor do que 10 anos. Esperamos que até lá a situação por aqui ainda não tenha ficado irreversível de uma vez por todas.
[Via Motorblog]