Clayton Homes, a maior empresa de casas modulares dos EUA, lançou uma linha de casas nova e ecologicamente correta, a “i-house” que promete ser 30% mais eficiente em termos energéticos do que as casas tradicionais.
Com design contemporâneo, painéis solares, sistema de reaproveitamento da água da chuva, soalho de bambu reciclado e uma série de outras características que poupam energia.
A linha apresenta dois modelos de casas: um maior, que custa $93 mil e outro, menor que custa $75 mil. Além do preço ser razoável, lembre-se que nessas casas o gasto com energia não ultrapassa os $70 mensais, caindo para até $1 se o cliente aderir ao sistema opcional de painel solar.
Apropriadamente apelidado de “o cérebro de Berlim”, a Biblioteca da faculdade de Filologia da Universidade de Berlim utiliza em sua estrutura membrana de fibra de vidro que filtra o máximo da luz natural para proporcionar calor e iluminação e poupar energia elétrica.
A ventilação também é feita de maneira natural, potencializando o uso das correntes de ar do ambiente externo. O projeto é da empresa de arquitetura Foster and Partners, que providenciou um dos maiores prédios para a maior e mais respeitada Universidade da Alemanha.
Essa Casa pré-fabricada no estúdio italiano
Bestetti Associati mistura design moderno e contemporâneo com a preocupação ecológica.
Enquanto a companhia Pircher deu conta da parte ecológica, fornecendo componentes modulares ecologicamente corretos, a B&B Italia lidou com o visual da casa e o acabamento dos móveis.
Continue lendo Casa pré-fabricada reúne móveis modernos e módulos ecológicos
A nova franquia da loja Andy’s Frozen Custard’s foi inaugurado no estado de Missouri, EUA, mas é bastante diferente das outras. O projeto manteve características de arquitetura e design semelhantes a das lojas antigas, mas incorporou um bom número de funções sustentáveis.
Um dos aspectos mais singulares do novo prédio é uma cisterna que recebe e armazena água usada para refrigerar alimentos da loja . A água coletada é reutilizada para irrigar plantações nativas em volta do lugar e para realimentar as máquinas de refrigeração. Nada é desperdiçado: se toda a água coletada não puder ser totalmente reutilizada, ela volta para a cisterna e aguarda para ser útil numa próxima vez.
A iluminação também é ecológica e a loja inclui um telhado branco que reduz as perdas de calor dentro da loja. Além disso, no terreno ao lado, a incorporação de materiais renováveis em banheiros, na estrutura do prédio e na iluminação dele também dá mais um ponto para a sustentabilidade.
O que você iria achar de viver num contêiner de navio? Meio estranho? Acredito que estranheza não seja o caso das casas pré-fabricadas feitas com contêineres de navios de Adam Kalkin. O arquiteto produz casas de contêiner que, além de terem boa aparência, podem ser transportadas e recicladas. Mais uma maneira verde e viável de morar.
Kalkin não é o único a fabricar casas desse tipo, mas o que o diferencia é que suas produções são excepcionais e muito luxuosas. Os melhores exemplos para explicar sua criatividade estão em Bunny Lane, sua própria casa construída com tábuas de madeira no interior de um suspensor industrial e na Push Button House, que leva apenas 90 segundos para se expandir e revelar uma casa de cinco cômodos.
As casas de Kalkin custam de $150 a $400 por metro quadrado e a criação mais barata do arquiteto até hoje, saiu por $50.000. Algumas de suas criações contêm apenas um quatro de solteiro, enquanto outras figuram um arranjo de estruturas construídas internamente com um toque de luxo.
A idéia de viver num contêiner de navio ainda parece estranha para você?
No alto das árvores, as casas de árvore
EcoCoon, idealizadas pelo inglês Mathier Collos, são um conceito de design para casas pré-fabricadas.
Cada uma delas exibe diversas características sustentáveis, incluindo coletor de água da chuva e aquecedor movido à biomassa.
Dependendo da árvore usada e da força de seus falhos, painéis solares também podem se integrar às casas, tornando-as ainda mais ecologicamente corretas.
Sugere-se que cada casa possa acomodar dois adultos ou uma família com bebê. Prevê-se que modelos maiores serão capazes de agüentar o peso de muitos visitantes ao mesmo tempo.

Um novo plano de neutralizar carbono foi lançado na Ilha Zira, Azerbaidjão. A ambiciosa proposta foi feita por arquitetos da empresa dinamarquesa BIG e inclui sete montanhas artificiais, urbanas e de ângulos retos, como a que aparece do lado direito da figura acima.

Um dos responsáveis pela idéia, Bjarke Ingles afirma “O projeto consiste em criar uma paisagem arquitetônica baseada na paisagem natural do Azerbaidjão. A nova arquitetura não apenas recriará a silhueta de sete cumes icônicos do país, mas também criará um ecossistema autônomo, onde o ar, a água, o calor e a energia estão ligados em termos quase naturais. A montanha cria biotipos e nichos ecológicos, ela também permite a formação de canais onde a água corre e o armazenamento de calor, além disso, a montanha fornece mirantes e vales, facilidade de acesso e de abrigo. Os Sete Cume do Azerbaidjão não é apenas uma metáfora, mas o atual e vivo modelo do ecossistema montanhoso do Azerbaidjão”.

O objetivo é, portanto, fazer com que a Ilha Zira seja uma bolha completamente independente de recursos externos. Isso seria atingido com a mistura das construções tradicionais do Azerbaidjão e de novas tecnologias. A pretensão é prover vida confortável com o mínimo uso possível de recursos.

Soa como uma maluquice tremenda a transformação da Ilha Zira num tubo de ensaio vivo. A natureza deve ser protegida nela mesma, sem isolamento. É o ser humano que tem que frear seus hábitos consumistas exagerados, aprendendo a sustentar o que o meio ambiente ofereça para as próximas gerações. Se as coisas continuarem assim, daqui a alguns anos, poucos “sortudos” poderão se livrar dos males que eles próprios provocaram dentro de bolhas segregacionistas e harmonizadas artificialmente.

A competição organizada pelo Departamento de Energia da Universidade de Cornell exige que os arquitetos criem casas com energia eficiente. O pessoal do Zero Energy Design (ZED) parece ter conseguido atingir o objetivo com excelência. O ZED queimou os miolos para criar uma casa que não gastasse nada da energia tradicional e poluente, e tiveram como resultado a casa solar Decathlon, em Ítaca, Nova Iorque.

A residência de quarto-banheiro utiliza sistemas fotovoltaicos e de reciclagem de água da chuva, além de ser rodeada por um conservado e vasto cenário verde. O interior pode ser considerado um pacote surpreendente que reúne tudo o que você precisa de uma casa moderna. Do lado de fora, um charme a mais: um sofá feito de grama. Muito criativo e ecológico, não?


A exposição
Arquitetura + Ecologia: uma visão alemã é uma ótima opção para quem gosta de estar por dentro das inovações arquitetônicas em outros cantos do mundo.
Com duração de um mês no Espaço Brasil Telecom de Brasília, apresenta um diálogo dos diferentes conceitos sócio-culturais, por meio de exemplos de projetos contemporâneos. Fotografias e maquetes representam a primeira parte de uma série de exposições do Instituto Goethe sobre a nova arquitetura da Alemanha.
O Espaço Brasil Telecom fica no Brasília Alvorada Hotel (SHTN Trecho 1 Lote 1B Conjunto C). A exposição vai até 22/10, das 12h às 19h. A entrada é franca.